MAZZAROPI, UM CAIPIRA EM BARILOCHE (HDTV/1080P/NACIONAL) – 1973
UM CAIPIRA EM BARILOCHE – 1973
BRASIL – ARGENTINA
COMÉDIA
DIREÇÃO: Amácio Mazzaropi, Pio Zamuner
ROTEIRO: Renato Bruno, Amácio Mazzaropi
IMDb: 5,2 https://www.imdb.com/title/tt0191604/

RMZ HDTV REMASTERIZADO INÉDITO EXCLUSIVO RARÍSSIMO
PELA PRIMEIRA VEZ EM FULL HD – AC3 5.1ch Mod – NACIONAL
Postado por Mandrake

Formato: MKV
Qualidade: HDTV 1080p (1920×1072) 16:9
Tamanho: 3.49 GB
Duração: 1 h 39 min
Legenda: S/L
Áudio: Português-BR Versão Exclusiva AC3 5.1ch Mod
Menu: Português BR 1 Capítulo (Small)
Crédito RMZ, Edição, Áudio Modificado: Mandrake
Servidor: Mega 1 – GDrive – Ulozto – Mega 2 (Parte Única) Compactada Winrar
RMZ Encoder Uploader: Mandrake
NOTA: Estes Arquivos foram devidamente compactados com o uso do “WinRar v5.71”.
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Dando continuidade com este Mito e Gênio da Comédia, eis que agora trago o Campeão de Bilheterias deste grande Gênio, este é o próximo Filme, Inesquecível Clássico do Cinema Nacional que desembarca no Tela de Cinema. É hora de “Amácio Mazzaropi” em um de seus grandes sucessos “MAZZAROPI, UM CAIPIRA EM BARILOCHE”. Nossa história começa quando Polidoro, um pobre e inocente homem, é logrado pelo genro Zé Luís e o amigo estrangeiro vigarista Agenor, e acaba vendendo a sua fazenda a força, pela família. Ele vai morar na cidade grande, onde se envolve em confusões com uma vizinha e suas “filhas”, na verdade prostitutas. Porém, o dinheiro da compra da fazenda nunca chega a Polidoro que depois de uma discussão com a esposa viaja até Bariloche com a mulher do comprador da fazenda (o amigo de seu genro), uma sofrida argentina, sob a promessa de que será pago. No país vizinho, em meio à neve e ao frio, a mulher decide que não vai mais voltar para o marido e dá a Polidoro alguns manuscritos que incriminam os trapaceiros e ele volta para a cidade grande de avião. Nas cartas da mulher há uma procuração que lhe repassa a parte dela da fazenda e o que seria herdado de seu marido (eles não tinham filhos), também voltaria para o caipira. Assim, ele vai até a fazenda e depois de tiroteios e até da explosão de uma casa, consegue a propriedade de volta. Gravado em “HDTV” de altíssima qualidade, este é mais um grande Sucesso do Cinema Nacional, que você encontra aqui com exclusividade unica, pela Primeira vez em “Full HD” no Tela de Cinema. Vale apena conferir.

Sobre Projeto deste Filme Colorido, não apresenta infelizmente uma boa imagem. Mesmo sendo um Filme em 1080p superior ao DVD, percebe-se que o mesmo não teria sido Restaurado ou Remasterizado. Efetuei alguns ajustes para melhorar e acentuar mais a cor, apliquei mais Contraste Dinâmico, melhorei ao Maximo o foco, a profundidade e a iluminação do filme. Para isto utilizei 4 Camadas e mais 3 Texturas seguinf do abase de cor padrão do filme sem alterações. Já outros ajustes fica por conta da minha “RTX 2070” e do meu Editor “Davince Resolve Pro”. Encode” criado em tamanho Único. O áudio apresenta uma qualidade excelente, puro e muito limpo apenas editei apenas e instabilizei o volume e normalização e por fim criei o Áudio Dolby (AC3) 5.1ch Mod final. Esta pronto mais um Projeto. Vamos começar logo abaixo, com a “Descrição Completa do Filme”, Info e Media Info do Filme, logo após “Previews”, Trailer Personalizado, na sequência, Descrição do Filme, Link’s , Lista de Servidores, Críticas, Curiosidades, Screenshots, Premiações, Elenco Completo, Ficha Técnica Completa, etc.
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▂ ▃ ▄ ▅ ▆ ▇LEIA A DESCRIÇÃO DO FILME▇ ▆ ▅ ▄ ▃ ▂
É MAIS UM GRANDE CLÁSSICO DO NOSSO CONSAGRADO ATOR “AMÁCIO MAZZAROPI” – UM VERDADEIRO MITO E GÊNIO DA COMÉDIA NACIONAL, QUE TANTO NOS ENCANTOU, FEZ GRANDE SUCESSO E NOS DEIXOU GRANDE SAUDADE… DOS DIRETORES, “Amácio Mazzaropi e Pio Zamuner” INSPIRADO NO ROTEIRO DE “Renato Bruno e Amácio Mazzaropi” JUNTO A GRANDE ELENCO… PELA PRIMEIRA VEZ EM FULL HD, FEITO UNICAMENTE E EXCLUSIVAMENTE PARA O TELA DE CINEMA… ESTE GRANDE CLÁSSICO, É MAIS UMA “VERSÃO INÉDITA, RARÍSSIMA E EXCLUSIVA” GRAVADO EM HDTV REAL DE ALTÍSSIMA QUALIDADE DE IMAGEM E ÁUDIO. É MAIS UM GRANDE SUCESSO DESTE ÍCONE DO CINEMA NACIONAL, QUE VOCÊ ENCONTRA JUNTO AO MEU PROJETO EXCLUSIVO SOMENTE AQUI NO “TELA DE CINEMA” COM ESTA QUALIDADE DE SEMPRE. RECOMENDO!!! BOM FILME A TODOS!!! ABS… MANDRAKE
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Ele foi o primeiro humorista da TV brasileira e o primeiro brasileiro a fazer sucesso no cinema, mesmo em uma época de difícil acesso a tecnologias. O jeca mais querido do Brasil, Mazzaropi, deixou-nos há 37 anos. Porém, confortados pelo legado e pela obra imortalizada, que em 30 anos de produções cinematográficas, leva mais de 200 milhões de brasileiros aos cinemas, numa época que no Brasil as salas de cinema estavam restritas às grandes cidades.
No dia 19 de junho, dia do cinema brasileiro, recorda-se uma história peculiar e vitoriosa de um brasileiro visionário, que soube aproveitar oportunidades, não teve medo de arriscar e que pode ser facilmente relembrada em uma propriedade privada na cidade de Taubaté (SP).
Em 1946, convidado por Dermival Costa Lima, da Rádio Tupi, Mazzaropi estreou o programa dominical Rancho Alegre, encenado ao vivo no auditório da emissora no bairro do Sumaré e dirigido por Cassiano Gabus Mendes. Em 1950, este mesmo programa estreou na TV Tupi, mas agora contava com a coadjuvação dos atores João Restiffe e Geny Prado. De acordo com a assessoria de imprensa do Museu Mazzaropi, este foi o primeiro programa humorístico da televisão brasileira. “Quando inaugurou a TV Tupi no Brasil, ele foi o primeiro humorista da TV, levando o mesmo programa que ele tinha na rádio, e só aos 40 anos ele vai começar no cinema, na Vera Cruz, que era a Hollywood brasileira da época. Ele faz três filmes por lá, Sai da Frente, Nadando em Dinheiro e Candinho” com participações de “Geny Prado”.

Desde muito cedo, o pequeno Amácio passou longas temporadas no município de Tremembé (SP), na casa do avô materno, o português João José Ferreira, exímio tocador de viola e dançarino. Seu avô também era animador das festas do bairro onde morava, às quais levava seus netos que, já desde cedo, entraram em contato com a vida cultural do caipira, que tanto inspirou Mazzaropi. Filho de Bernardo Mazzaropi, um imigrante italiano e Clara Ferreira, portuguesa, com apenas dois anos de idade, sua família mudou-se para Taubaté (SP).
Em 1919, sua família volta à capital paulista e Mazzaropi ingressa no curso primário do Colégio Amadeu Amaral, no bairro do Belém. Bom aluno, era reconhecido por sua facilidade em decorar poesias e declamá-las, tornando-se o centro das atenções nas festas escolares. Em 1922, morre o avô paterno e a família muda-se novamente para Taubaté, onde abrem um pequeno bar. Mazzaropi continua a interpretar tipos nas atividades escolares e começa a frequentar o mundo circense. Preocupados com o envolvimento do filho com o circo, os pais mandam Amácio aos cuidados do tio Domenico Mazzaropi, em Curitiba (PR), onde trabalhou na loja de tecidos da família e começava a fazer suas diferença.
Em 1926, aos 14 anos, regressa à capital paulista ainda com o sonho de participar em espetáculos de circo e, finalmente, entra na caravana do Circo La Paz. Nos intervalos do número do faquir, Mazzaropi conta anedotas e causos, ganhando uma pequena gratificação. Sem poder se manter sozinho, em 1929 Mazzaropi volta a Taubaté com os pais, onde começa a trabalhar como tecelão, mas não consegue se manter longe dos palcos e atua numa escola do bairro. E era aí onde ele já fazia diferença.

Com a Revolução Constitucionalista de 1932, segue
-se uma grande agitação cultural e Mazzaropi estreia em sua primeira peça de teatro, chamada A herança do Padre João. Já em 1935, consegue convencer seus pais a seguir turnê com sua companhia e a atuarem como atores. Até 1945, a Troupe Mazzaropi percorre muitos municípios do interior de São Paulo. Com a morte da avó materna, dona Maria Pita Ferreira, Mazzaropi recebe uma herança suficiente para comprar um telhado de zinco para seu pavilhão, podendo assim estrear na capital, com atuações elogiadas por jornais paulistanos. Depois, parte com a companhia em turnê pelo Vale do Paraíba. A grave situação de saúde de seu pai complica a situação financeira da companhia de teatro e, em 8 de novembro de 1944, morre Bernardo Mazzaroppi. Dias após a morte de seu pai, estreia no Teatro Oberdan ao lado de Nino Nello, sendo ator e diretor da peça Filho de sapateiro.
Convidado por Abílio Pereira de Almeida e Franco Zampari, Mazzaropi estreia seu primeiro filme, intitulado Sai da Frente, em 1952, rodado pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Com as dificuldades financeiras da Vera Cruz, Mazzaropi faz, até 1958, mais cinco filmes por outras produtoras. Naquele mesmo ano, vende sua casa e cria a PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi) e passa não só a produzir, mas distribuir os filmes em todo o Brasil. O primeiro filme da nova produtora foi o Chofer de Praça.
Em 1959 é convidado por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, mais conhecido como Boni, na época da TV Excelsior de São Paulo, a fazer um programa de variedades que fica no ar até 1962. Neste mesmo ano começa a produzir um de seus filmes mais famosos, Jeca Tatu, personagem inspirado desde “Chico Fumaça”.
Em 1961, Mazzaropi adquire uma fazenda onde inicia a construção de seu primeiro estúdio de gravação, que produziria seu primeiro filme em cores, Tristeza do Jeca, que foi também o primeiro filme veiculado na televisão pela Excelsior, ganhando os prêmios de melhor ator coadjuvante, Genésio Arruda, e melhor canção.
Cinco anos mais tarde, lança o filme O Corintiano, recorde de bilheteria do cinema nacional. Em 1972 é recebido pelo então presidente da República, o general Emílio Garrastazu Médici, a quem pede mais apoio ao cinema brasileiro. Em 1973, produz Portugal, minha saudade, com cenas gravadas no Brasil e em Portugal.
Seu 33º filme, Maria Tomba Homem, nunca seria terminado. Depois de 26 dias internado, Mazzaropi morre, vítima de um câncer na medula óssea aos 69 anos de idade, no hospital Albert Einstein, em São Paulo. É enterrado na cidade de Pindamonhangaba (SP), no mesmo cemitério onde seu pai já repousava. Nunca se casou, mas, segundo declarações de pessoas próximas, nutriu durante a vida um amor “platônico” pela apresentadora e amiga Hebe Camargo.
No ano seguinte, começa a construir em Taubaté um grande estúdio cinematográfico, uma oficina de cenografia e um hotel para os atores e técnicos. A partir de então, produz e distribui mais cinco filmes até 1979. Neste local que hoje ficam o Hotel Fazenda e as instalações do Museu Mazzaropi.
Na Zona Rural da cidade, a uns 20 minutos da Rodovia Presidente Dutra, foi inaugurado no ano 2010 o Museu Mazzaropi. O local não resgata somente lembranças pelo fato de ser um museu com mais de 20 mil peças, mas sim, por ser exatamente o lugar onde Mazzaropi filmou grandes sucessos de bilheterias. É simplesmente ter a sensação de que pisa-se o mesmo chão em que pisou o mestre e pioneiro do cinema nacional.
No museu, pode-se encontrar equipamentos que eram utilizados nas filmagens, tanto para produção, quanto para exibição dos filmes, como os projetores, uma moviola (equipamento utilizado para realizar edições das imagens), os rolos dos filmes, o microfone, a filmadora etc. Eram equipamentos importados e inéditos no cinema nacional. Alguns pertenciam à Vera Cruz, que foi a produtora onde ele começou no cinema. São painéis que contam toda a sua trajetória artística e de vida, desde o nascimento, em 9 de abril de 1912, até a morte, em 13 de junho de 1981.

As paredes do museu mostram que o seu auge como artista começa aos 40 anos, quando inicia a carreira no rádio, seguindo pela televisão e terminando no cinema, na Vera Cruz e na PAM Filmes. No museu, é possível recordar que, depois da Vera Cruz, o humorista trabalhou para outras companhias, mas em 1958 criou a própria produtora, Produções Amácio Mazzaropi, mais conhecida como PAM Filmes, responsável por produzir 24 filmes (quase um filme por ano) e sempre com o lucro do filme anterior, criando assim a indústria do cinema. Antes, ele possuía outro estúdio que era chamado Fazenda da Santa, distante mais ou menos oito quilômetros das últimas instalações. Depois de lá, construía o estúdio e acomodações para as pessoas enquanto filmava. E quando não filmava, abriu o local como um hotel, porque já tinha toda a estrutura. O local serviu de cenário para
os últimos filmes da carreira.
Todo o acervo do museu vem sendo acumulado desde 1992. O Instituto Mazzaropi, com o intuito de recolher, colecionar e fazer um museu, começou a receber pessoas que traziam objetos. São móveis que Mazzaropi comprava para fazer as filmagens ou eram móveis da casa dele que ele poderia utilizar também para as filmagens, objetos similares, figurino, etc. A intenção sempre foi manter a história, que também pode ser considerada um turismo cultural. Um verdadeiro resgate para as novas gerações”, explica.
O Museu Mazzaropi começou a tomar forma em 1992 por João Roman Júnior (já falecido) como uma forma de homenagear o velho amigo e cineasta brasileiro. Já a inauguração das atuais dependências do Novo Museu Mazzaropi ocorreu em 2010 e marcou de forma definitiva o alicerce da preservação histórica. Os filhos de João Roman Júnior dão continuidade ao trabalho de resgate e divulgação da obra de Mazzaropi, acreditando na importância da preservação da memória deste personagem do cinema brasileiro.
O museu está aberto de terça a domingo, das 8h30 às 12h30, a visitas em grupos, famílias, curiosos, estudiosos. Quem quiser e tiver o interesse pode vir. O valor é de R$ 11,00 e R$ 6,00 para estudante e terceira idade”, indica.

1952 – Sai da frente
1952 – Nadando em Dinheiro
1954 – Candinho
1955 – A Carrocinha √
1956 – Fuzileiro do Amor
1956 – O Gato de Madame
1956 – Chico Fumaça √
1957 – O Noivo da Girafa
1958 – Chofer de Praça √
1959 – Jeca Tatu
1959 – As Aventuras de Pedro Malazartes √
1960 – Zé do Periquito
1961 – Tristeza do Jeca
1961 – O Vendedor de Linguiça
1962 – Casinha Pequenina √
1963 – O Lamparina
1964 – Meu Japão Brasileiro
1965 – O Puritano da Rua Augusta
1966 – O Corintiano
1967 – O Jeca e a Freira √
1969 – No Paraíso das Solteironas √
1969 – Uma Pistola para Djeca √
1970 – Betão Ronca Ferro √
1972 – O Grande Xerife
1973 – Um Caipira em Bariloche √
1973 – Portugal… Minha Saudade √
1974 – O Jeca Macumbeiro
1975 – Jeca contra o Capeta
1977 – Jecão, um Fofoqueiro no Céu
1978 – O Jeca e seu Filho Preto √
1979 – A Banda das Velhas Virgens
1980 – O Jeca e a Égua Milagrosa
Maria Tomba Homem (não concluído) ?

───══✮ PREVIEW “HDTV” 1080P VERSÃO ORIGINAL✮══───
───══✮ PREVIEW “HDTV” 1080P VERSÃO FINAL✮══───


– SOBRE O VÍDEO:
Versão Média – 1920×1072 – x264 – AVC – 16:9 – 29.970 FPS – [email protected] – 4399 KBPS
Áudio: Português-BR Versão Exclusiva Editada AC3 5.1ch Mod 48.0 kHz 640 kbps
Capítulos: Menu Português BR (1 Capítulo) Small
– SOBRE O FILME:
Encode HDTV Remasterizado
Encodes criados em Tamanho Único
Fonte (Canal Brasil / Tv P
aga)
Criado Spoiler Info (Descrições Parciais)
Criado Spoiler Media Info (Descrições Completas)
Criado Release Completo Original
Criado Preview Imagem HDTV Remasterizado
Criado Trailer Personalizado
Excelente Qualidade de Imagem
Seleção das melhores imagens para esta Postagem…
– SOBRE O ÁUDIO:
RMZ Áudio Português
Áudio Editado, Restaurado
Criado Áudio AC3 5.1ch Mod Final Resync
Áudios no formato AC3 5.1ch Mod
Qualidade: Áudio Principal 5.1ch Mod 48 kHz 640 kbps
– LISTA DE SERVIDORES:
Servidores Disponíveis Online para Download
Mega 1 – GDrive – Ulozto – Mega 2
Escolha o Servidor abaixo de sua Preferência
Ótimo Filme a todos!!!
Mandrake

MAZZAROPI, UM CAIPIRA EM BARILOCHE 1080p 3.49 GB










Polidoro, um pobre e inocente homem, é logrado pelo genro Zé Luís e o amigo estrangeiro vigarista Agenor, e acaba vendendo a sua fazenda a força, pela família. Ele vai morar na cidade grande, onde se envolve em confusões com uma vizinha e suas “filhas”, na verdade prostitutas. Porém, o dinheiro da compra da fazenda nunca chega a Polidoro que depois de uma discussão com a esposa viaja até Bariloche com a mulher do comprador da fazenda (o amigo de seu genro), uma sofrida argentina, so
b a promessa de que será pago. No
país vizinho, em meio à neve e ao frio, a mulher decide que não vai mais voltar para o marido e dá a Polidoro alguns manuscritos que incriminam os trapaceiros e ele volta para a cidade grande de avião. Nas cartas da mulher há uma procuração que lhe repassa a parte dela da fazenda e o que seria herdado de seu marido (eles não tinham filhos), também voltaria para o caipira. Assim, ele vai até a fazenda e depois de tiroteios e até da explosão de uma casa, consegue a propriedade de volta.

Diz a lenda que pensando em possiveis bilheterias no exterior, Mazzaropi então teria planejado o filme que você acompanha o comentário nesse momento. Bariloche é o destino escolhido pelo ator e cineasta para essa produção de 1972.Bariloche para quem não sabe é uma das mais belas cidades da América do sul e que se localiza em terras argentinas.
Um caipira em Bariloche conta a história de homem do campo que é quase que obrigado a vender sua fazenda a dita Guacyra pela mulher, genro e filha. Polidoro ( Mazzaropi) acaba vendendo contra seu gosto para um homem que nem ele e sua família sabe do caráter dele a não ser o genro de Polidoro que por baixo dos panos dá um golpe no caipira. A trama está formada e isso acaba com uma viagem até Bariloche e uma porção de conflitos.
Mazzaropi sabendo que as platéias seriam mais severas em questão de qualidade usou o que tinha de melhor ou apenas fingiu usar aquilo que tinha de melhor. A abertura com Elza Soares cantando aos pés do Cristo Redentor é de grande energia e alegria. É com certeza um dos melhores números musicais já realizados nos filmes do ator. Com quase um quarto do filme, Mazzaropi canta “Adeus, Guacyra”, mas a forma como é executada essa canção no filme não agrada. É quase uma lembrança de outro filme de Mazzaropi… Casinha Pequenina de 1963. Uma curiosidade é que está canção também é apresentada em um clássico da Vera Cruz, Floradas na Serra de 1954.
A fazenda Guacyra tem esse nome no filme para ser usado como pretexto a canção anteriormente citada. O ator que interpreta Agenor ( o vilão máximo da fita) está bem no tom dado ao papel. Zé Luiz, o genro ( feito por Edgar Franco) está a mesma coisa que fez em outros filmes, não mudou nada mas mesmo assim está bem. Geny Prado que mais uma vez faz a mulher de Polidoro não tem muito espaço para desenvolver algo a sua altura. Destaque para o elenco argentino que é bom, porém pouco util. Aliás, o titulo em si não se adequa ao filme já que a viagem de Polidoro dura poucos minutos num longa de uma hora e meia.
A direção de arte está levemente melhor do que em outros filmes mas mesmo assim deve muito para aquele que quer fazer sucesso internacional. Figurinos normais e movimentos de camera fora da estética cinematográfica. O diretor Pio Zamunner que dirigiu o filme e também faz a fotografia tem uma mania de rodar a película atrás do corrimão da escada e isso acontece em vários filmes do comediante. Agora me diga, o porque disso? É repetitivo e chato demais e isso sem falar de quando a camera roda durante diálogos.
Além da abertura é digno dizer que o número musical e toda a sequência do baile de carnaval é memorável e bem engraçado. Uma troca de fantasias e um encontro as escondidas ocorrem nesse trecho que é possivelmente a melhor parte do filme e também dou destaque para a sequência final onde ocorre um tiroteio e uma grande explosão.É talvez a cena mais eletrizante da filmografia do comediante. E um momento engraçado do final é quando entre tiros e mais tiros Polidoro acende seu cachimbo.
Mais uma vez como acontece em vários filmes de Mazzaropi, uma briga se instala em um bar beira de estrada. Enfim, é pouco novidade para muito repeteco. Apesar dos trancos e barrancos o filme é regular e tolerável. Um caipira em Bariloche foi um grande sucesso de bilheteria do caipira mais amado da sétima arte. E já um momento ímpar é na sequência que Polidoro tenta esquiar. Engraçado!!!!
Aí Mazzaropi resolve “internacionalizar” o seu Jeca. Primeiro filme do comediante paulista rodado fora do País, “Um Caipira em Bariloche” nos causa uma certa estranheza. Apesar de todos os elementos repetitivos que compõem a sua filmografia, o fazendeiro ingênuo, o “maniqueísmo quadrado”, e tantas outras coisas, o que nos chama a atenção é, justamente, a insistência em retratar circunstâncias de desajustes familiares.
Até mesmo o intransigente Polidoro (Mazzaropi) tem seu momento de derrapagem moral, ao esboçar um pular de cerca em uma noite de máscaras. Aliás, a cena do baile de máscaras contém uma das sequências mais cômicas e engenhosas de todos os filmes de Mazzaropi. Com locações e filmagens em Bariloche, na Argentina, Mazza arranca uma certa poesia nas cenas onde o caipira tenta desastradamente esquiar na neve.
E com uma fotografia excêntrica, que às vezes deforma a imagem das paisagens, dando em muitos momentos uma tosca atmosfera de sonho, “Um Caipira em Bariloche” é uma curiosa e eficaz maneira que Mazza encontrou de “inovar” sem sair da sua congelada “tradição” de fazer filmes.

Um Caipira em Bariloche é um filme brasileiro-argentino de comédia dramática, produzido e estrelado por Amácio Mazzaropi em 1973.[1]. Números musicais com Mazzaropi, Elza Soares e Paulo Sérgio. Houve locações em Taubaté, Rio de Janeiro, Buenos Aires e Bariloche. A direção é do protagonista e de Pio Zamuner.
Canções: “Todo Mundo Cantando”, de Tony Danilo, interpretada por Paulo Sérgio; “Rio, Carnaval dos Carnavais”,
de Padeirinho, Nilton Russo e Moacir, interpretada por Elza Soares; “Guacira”, de Hecket Tavares e Joracy Camargo, interpretada por Mazzaropi; “Mi Buenos Aires Querida”, de Carlos Gardel e Alfredo La Paia.
LFM/DCB grafa a companhia produtora como, PAM Filmes – Produções Amácio Mazzaropi. Já a ALSN/DFB-LM aponta 1972 como ano de produção e informa público de 2.289.960 pessoas, fonte: Anuário Cinema em Close-Up, 1976. E por fim o Site Ancine indica Paulo Wenceslau Duarte Neto, como Detentor de Cotas Patrimoniais.
No “Museu Mazzaropi”, é possível recordar que, depois da Vera Cruz, o humorista trabalhou para outras companhias, mas em 1958 criou a própria produtora, Produções Amácio Mazzaropi, mais conhecida como PAM Filmes, responsável por produzir 24 filmes (quase um filme por ano) e sempre com o lucro do filme anterior, criando assim a indústria do cinema. Antes, ele possuía outro estúdio que era chamado Fazenda da Santa, distante mais ou menos oito quilômetros das últimas instalações. Depois de lá, construia o estúdio e acomodações para as pessoas enquanto filmava. E quando não filmava, abriu o local como um hotel, porque já tinha toda a estrutura. O local serviu de cenário para os últimos filmes da carreira..
Artista circense com rápida passagem pela televisão. No cinema, foi lançado pelos estúdios da Vera Cruz, quando criou tipos populares em Sai da frente e Nadando em dinheiro (1952), e Candinho (1953), esse último inspirado em Candide, romance de Voltaire. Depois de deixar os estúdios, fez filmes com diferentes produtores e diretores, em que alternou personagens rurais e urbanos. Fundou sua própria empresa, a PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi), produzindo as obras em que atuava, começando com Chofer de praça (1958). O primeiro filme em que interpretou um personagem caipira foi Jeca Tatu (1959); mais adiante viriam outros: Tristezas do jeca (1961), O jeca e a freira (1967), O jeca macumbeiro (1974), O Jeca contra o capeta (1975), Jecão… um fofoqueiro no céu (1977), Jeca e seu filho preto (1978) e O jeca e a égua milagrosa (1980). Elaborou os argumentos de diversos de seus filmes e dirigiu catorze deles.
David Cardoso, que ingressou no cinema pelas mãos de Mazzaropi, em 63, e para quem “passou calças e engraxou sapatos”, como fez questão de frisar, chorou muito a perda do amigo, colega e mestre.
Hebe Camargo, que no final dos anos 40 fazia dupla com Mazzaropi no rádio ela cantando, ele encerrando a apresentação com um elenco de anedotas, também se mostrava inconformada.
Foi ainda o único ator no mundo a ter, por força de contrato, exibição garantida no mesmo circuito de cinemas para seus filmes – o circuito Art Palácio.
Mais tarde fundou seu próprio teatro O Pavilhão Mazzaropi com o qual viajou por todo o país, atuando como galã, diretor, autor e empresário. Também fez rádio e TV, tendo participado da inauguração da TV Tupi em 1950.
– O longa “Um Caipira em Bariloche” foi uma das maiores bilheterias de toda a carreira do saudoso humorista Amácio Mazzaropi. Este foi o primeiro filme Internacional de Mazzaropi.
– O filme foi rodado na Fazenda Santa, em Taubaté, São Paulo, com locações externas na Argentina.
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